
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, criticou nesta sexta-feira (9) o que chamou de "uso eleitoreiro" da Petrobras pelo presidente Lula. A declaração foi feita após um encontro com lideranças políticas num clube na Ilha do Itanhangá, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro.
Segundo Flávio, a política de preços dos combustíveis da estatal "vai jogar uma bomba" nos consumidores. Ele afirmou que o governo concedeu um subsídio de aproximadamente R$ 2,00 no preço do diesel, mas que esse benefício expira no dia 25 de outubro, um dia após a eleição. "No dia seguinte à eleição, o preço do diesel nas bombas já pode subir em torno de R$ 2,00", declarou.
Na mesma sexta, o Ministério da Fazenda anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis, provocada pela guerra no Irã. Entre as ações: zerar a tributação federal sobre a gasolina por um período de um mês, ampliar e prorrogar a desoneração da gasolina, desonerar o etanol hidratado, e ampliar os subsídios ao etanol e ao diesel. O governo garantiu que as medidas serão feitas dentro da premissa de "neutralidade fiscal".
A reportagem ressalta que o preço final para o consumidor ainda depende das condições do mercado, dos custos de distribuição e do repasse realizado pelos postos de combustível.
Questionado sobre a possibilidade de privatizar a Petrobras, Flávio negou qualquer intenção e classificou as alegações como "boataria" do PT. Ele também evitou comentar possíveis nomes para comandar a estatal num eventual mandato.
Fonte: Jovem Pan




