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Notícias/NEWS08/10/2026· KF News

Leilão do pré-sal arremata 7 blocos e movimenta R$ 530 milhões em bônus de assinatura no Rio

Foto: Agência Brasil

O maior leilão de blocos de exploração e produção de petróleo e gás já realizado pela ANP encerrou com sete dos 13 blocos do pré-sal arrematados, com previsão de arrecadação de R$ 530 milhões em bônus de assinatura. A disputa aconteceu na manhã desta quarta-feira (7), na sede da agência, no Centro do Rio de Janeiro, dentro do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, com áreas nas bacias de Campos e Santos.

Das 19 empresas habilitadas, apenas seis apresentaram propostas. Os blocos foram arrematados por Petrobras, Prio, Equinor, pelo consórcio formado por CNOOC e Sinopec, e por uma parceria entre Equinor e Galp. Todos os sete blocos receberam lances únicos, sem nenhuma disputa entre concorrentes. O ágio variou de 8,07% a 494,64%, com média de 108,38%. As empresas também se comprometeram com investimentos mínimos de R$ 778,4 milhões. Os contratos devem ser assinados em 26 de fevereiro de 2027.

Os seis blocos não arrematados — Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita — ficam na "prateleira" para a próxima rodada de licitação. Com esse resultado, a área exploratória sob regime de partilha cresceu 58%, chegando a 39,2 mil km². Mais tarde, a ANP realizou ainda o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com 313 blocos em disputa em 22 setores e 46 empresas habilitadas. O IBP e o Ineep avaliam o leilão como positivo para a indústria e para a reposição de reservas. Já o Instituto Arayara questiona as áreas leiloadas, apontando sobreposição com territórios indígenas, quilombolas, assentamentos da reforma agrária, áreas de conservação e regiões de pesca artesanal.

Fonte: Jornal de Brasília