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Notícias/SAÚDE09/10/2026· KF News

Unicef alerta que crianças serão as mais afetadas pelo El Niño, com risco de doenças e falta de água

Foto: Divulgação/Envio manual

Um relatório divulgado pela Unicef nesta quinta-feira (8/10) aponta que as crianças serão impactadas de forma desproporcional pelo El Niño. Por estarem em fase de desenvolvimento, elas são mais vulneráveis ao calor extremo, à desidratação, à fumaça, à má nutrição e a doenças que crescem com as mudanças de temperatura e nos padrões de chuva.

O documento lista os principais riscos: aumento da desnutrição aguda grave, surtos de cólera, dengue e malária, interrupção de serviços de saúde e das cadeias de frio de vacinas. O El Niño também cria condições para a proliferação do Aedes aegypti, provoca perdas agrícolas, sobe o preço dos alimentos e reduz a disponibilidade de água limpa.

As meninas estão entre as mais atingidas. Segundo o relatório, elas sofrem sobrecarga de trabalho doméstico, incluindo a coleta de água, têm maior risco de abandono escolar e são mais expostas à violência baseada em gênero e ao casamento infantil. Na seca que aconteceu entre 2020 e 2023 no Chifre da África, o casamento infantil subiu 119%.

No Brasil, o Sul enfrenta risco de chuvas intensas, inundações e surtos de dengue e cólera. O Norte pode ter seca severa, calor extremo e alto risco de incêndios florestais. A Unicef defende ação imediata: revisar planos de emergência nas escolas, proteger fontes de água, preparar unidades de saúde e pré-posicionar medicamentos. Danilo Moura, Especialista em Clima e Meio Ambiente do Unicef no Brasil, afirma que agir agora custa menos e evita que a emergência climática vire uma emergência para as crianças. A entidade estima que cada dólar investido em prevenção economiza até 15 dólares em recuperação.

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