
O deputado federal e senador eleito Marcel van Hattem, do Novo-RS, criticou publicamente a reunião que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes fez na terça-feira, 6 de outubro de 2026, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa, e o delegado Denis de Carli. O encontro aconteceu na sede do STF e não foi registrado na agenda do ministro. A pauta da reunião não foi divulgada.
Van Hattem disse ao Poder360 que o encontro "só aumenta a suspeita de que há um acordo" entre as partes. Ele afirmou que existe um "trabalho coordenado, combinado e que jamais poderia ser aceito" e cobrou que o próprio STF abra uma investigação contra Moraes. Como o Supremo ainda não tomou essa decisão, o parlamentar disse que os senadores vão buscar um processo de impeachment contra o ministro. Van Hattem assume a cadeira no Senado em 2027.
Moraes é suspeito de ter atuado de forma ilegal para orientar e proteger Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que está preso sob suspeita de corrupção. Um relatório da PF apontou que Vorcaro enviou 52 mensagens ao ministro, que respondia com textos e imagens de visualização única. A PF também fez um relatório sobre as relações de Moraes e de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, com Vorcaro. O STF chegou a marcar para 15 de setembro de 2026 a análise sobre se Moraes deveria ser investigado, mas um pedido de vista do ministro Flávio Dino adiou a decisão por até 90 dias. Os diretores Andrei Rodrigues e Leandro Almada são suspeitos de espionar magistrados do STF e chegaram a ser afastados por um dia de seus cargos, por ordem do ministro André Mendonça.
Fonte: Poder360




